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Direitos fundamentais ★★★★★

MPF instaura apuração criminal e cível contra prefeito de Parauapebas por suspeita de racismo religioso

MPF · 31/07 ·edição de 02/08

Resumo

O Ministério Público Federal no Pará instaurou apurações nas esferas cível e criminal contra o prefeito de Parauapebas, Aurélio Ramos de Oliveira Neto, por suposto racismo religioso.

Contexto

Ele teria publicado vídeos em redes sociais chutando elementos litúrgicos de rituais de matriz africana, acompanhados de declarações ofensivas contra essas religiões.

Argumentos

  • MPF: a conduta se enquadraria no artigo 20 da Lei 7.716/1989, que pune praticar, induzir ou incitar discriminação por religião, com pena de dois a cinco anos de reclusão.
  • Defesa: não há manifestação registrada pela fonte consultada.

Fundamento

Fase inicial de investigação. O prefeito é investigado, não é denunciado nem réu.

Consequência prática

Coleta de elementos para eventual ação penal e medidas na esfera cível.

Por que importa

A intolerância religiosa contra religiões de matriz africana é subnotificada e raramente chega à esfera penal. Casos envolvendo agentes públicos testam a aplicação concreta do artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Próximos passos

  • Conclusão da apuração e decisão sobre o oferecimento de denúncia.