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Execução penal ★★★★★

Fuga por túnel na Grande Natal expõe crise da unidade e deixa oito foragidos

Onze presos da mesma cela escaparam da Penitenciária Rogério Coutinho Madruga; três foram recapturados até a manhã de sábado.

G1 · publicado em 01/08 · 08h25 ·edição de 03/08
Fuga por túnel na Grande Natal expõe crise da unidade e deixa oito foragidosReprodução G1

Resumo

Onze presos fugiram da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na Grande Natal, após cavar um túnel a partir da cela e pular o muro da unidade. Entre a noite de sexta (31) e a madrugada de sábado (1), dois foram recapturados, somando-se a um já localizado; oito seguiam foragidos.

Contexto

Todos os fugitivos estavam na mesma cela. Um dos recapturados foi baleado por policiais militares ao, segundo a corporação, resistir à prisão, e foi hospitalizado em estado estável. As buscas envolvem Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Guarda Municipal de Parnamirim e PRF.

Argumentos

  • Estado: reforço imediato das buscas e apuração administrativa das circunstâncias da fuga.
  • Perspectiva da defesa: fuga em unidade com falha estrutural evidencia o déficit de custódia do Estado, argumento recorrente nos debates da ADPF 347.

Fundamento

Para o preso, a fuga é falta grave (art. 50, II, da LEP): acarreta regressão de regime, perda de dias remidos e reinício da contagem para benefícios. Não há crime autônomo de evasão sem violência; com violência contra a pessoa, incide o art. 352 do CP.

Consequência prática

Os recapturados respondem à falta grave em procedimento disciplinar com direito de defesa, e a unidade entra no radar das inspeções prisionais.

Por que importa

Fugas coletivas por falha estrutural alimentam o diagnóstico do estado de coisas inconstitucional do sistema penitenciário e têm efeitos práticos imediatos na execução penal dos envolvidos, área de atuação diária do criminalista.

Próximos passos

  • Prosseguimento das buscas e instauração dos procedimentos disciplinares.