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Judiciário ★★★★★

Moraes reúne presidentes de tribunais para organizar a resposta do Judiciário ao crime organizado

Encontro no STF juntou tribunais de Justiça, regionais federais e de Justiça Militar, com Fachin, Salomão e Mauro Campbell

Notícias STF · reunião de 24/08/2026 ·edição de 25/08
Moraes reúne presidentes de tribunais para organizar a resposta do Judiciário ao crime organizadoFoto: Luiz Silveira/STF

Resumo

O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do STF, reuniu em 24 de agosto presidentes de tribunais de Justiça, tribunais regionais federais e tribunais de Justiça Militar para tratar da atuação do Judiciário no combate ao crime organizado. Participaram o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e o presidente e o vice-presidente do STJ, ministros Luis Felipe Salomão e Mauro Campbell Marques.

Contexto

A reunião foi convocada no contexto da audiência pública sobre a Lei 15.358/2026 e das quatro ADIs sob relatoria de Moraes. A pauta não era a lei em si, mas a organização interna do Judiciário diante de organizações que operam em rede.

Argumentos

  • Moraes propôs avaliar como o Judiciário pode se organizar e interagir melhor diante da nova realidade do crime organizado.
  • Fachin destacou o sufocamento da estrutura financeira das organizações como eixo da resposta estatal.

Fundamento

Fachin defendeu resposta que combine especialização da Justiça, integração entre magistrados, inteligência e análise de dados, combate à estrutura financeira das organizações e ampliação da cooperação internacional. O argumento é que a criminalidade em rede exige uma Justiça que também atue em rede.

Consequência prática

O encontro não produz ato normativo. Encaminhamentos concretos, se houver, tendem a passar pelo CNJ, presidido pelo mesmo ministro Fachin.

Por que importa

Especialização de varas e centralização de competência mudam foro, distribuição e a rotina de quem defende. Vale acompanhar o que sai daqui em forma de resolução, porque é aí que a decisão administrativa vira regra processual aplicada.

Próximos passos

  • Eventuais encaminhamentos devem ser formalizados no âmbito do CNJ.