TJ-MG mantém condenação de dois sobrinhos por agressão e discriminação por orientação sexual
Além da reclusão, cada um pagará R$ 5 mil por danos morais. O mais velho também foi condenado por descumprir medidas protetivas
Reprodução ConJurResumo
A 9ª Câmara Criminal do TJ-MG manteve integralmente a sentença que condenou à pena de reclusão dois sobrinhos que ofenderam e agrediram a própria tia em razão da orientação sexual dela.
Contexto
Os crimes ocorreram em janeiro de 2024. Após insultos e ameaças de caráter preconceituoso, os réus golpearam a vítima com um cano de descarga de motocicleta.
Argumentos
- Acusação: as agressões foram motivadas pela orientação sexual da vítima e ocorreram em contexto doméstico e familiar.
- A reportagem registra divergência entre as versões das partes sobre a dinâmica dos fatos.
Fundamento
Ambos foram condenados por lesão corporal em contexto de violência doméstica e por discriminação por motivo de orientação sexual. O sobrinho mais velho, então com 34 anos, também respondeu por descumprir medidas protetivas de urgência já deferidas em favor da vítima, que o proibiam de se aproximar dela e dos familiares.
Consequência prática
Mantidas as penas de reclusão e fixada indenização de R$ 5 mil por danos morais a cargo de cada réu.
Por que importa
A decisão aplica a proteção da Lei Maria da Penha a violência doméstica entre parentes contra mulher lésbica, e soma a isso a tipificação da discriminação por orientação sexual, com concurso entre as imputações.
Próximos passos
- Cabe verificar eventual recurso aos tribunais superiores.
Fontes
- Principal ConJur