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Violência doméstica ★★★★★

TJ-MG mantém condenação de dois sobrinhos por agressão e discriminação por orientação sexual

Além da reclusão, cada um pagará R$ 5 mil por danos morais. O mais velho também foi condenado por descumprir medidas protetivas

ConJur · TJ-MG, 9ª Câmara Criminal · publicado em 11/08/2026 ·edição de 12/08
TJ-MG mantém condenação de dois sobrinhos por agressão e discriminação por orientação sexualReprodução ConJur

Resumo

A 9ª Câmara Criminal do TJ-MG manteve integralmente a sentença que condenou à pena de reclusão dois sobrinhos que ofenderam e agrediram a própria tia em razão da orientação sexual dela.

Contexto

Os crimes ocorreram em janeiro de 2024. Após insultos e ameaças de caráter preconceituoso, os réus golpearam a vítima com um cano de descarga de motocicleta.

Argumentos

  • Acusação: as agressões foram motivadas pela orientação sexual da vítima e ocorreram em contexto doméstico e familiar.
  • A reportagem registra divergência entre as versões das partes sobre a dinâmica dos fatos.

Fundamento

Ambos foram condenados por lesão corporal em contexto de violência doméstica e por discriminação por motivo de orientação sexual. O sobrinho mais velho, então com 34 anos, também respondeu por descumprir medidas protetivas de urgência já deferidas em favor da vítima, que o proibiam de se aproximar dela e dos familiares.

Consequência prática

Mantidas as penas de reclusão e fixada indenização de R$ 5 mil por danos morais a cargo de cada réu.

Por que importa

A decisão aplica a proteção da Lei Maria da Penha a violência doméstica entre parentes contra mulher lésbica, e soma a isso a tipificação da discriminação por orientação sexual, com concurso entre as imputações.

Próximos passos

  • Cabe verificar eventual recurso aos tribunais superiores.

Fontes