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Crimes econômicos

PF cumpre mandados contra o deputado Cezinha de Madureira na 3ª fase da Operação Transparência

Busca e apreensão autorizada pelo ministro Flávio Dino do STF mira suposto esquema de tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro ligado a emendas parlamentares.

ConJur / CNN Brasil · autos no STF · publicado em 14/09/2026 ·edição de 14/09
PF cumpre mandados contra o deputado Cezinha de Madureira na 3ª fase da Operação TransparênciaDivulgação/Câmara dos Deputados

Resumo

A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Transparência, cumprindo mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) e a advogada Valéria Rodrigues Linhares. As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do STF, foro competente por se tratar de parlamentar com prerrogativa de função.

Contexto

A operação é desdobramento de apuração aberta em dezembro de 2025 sobre irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Em agosto, a PF já havia apreendido R$ 510 mil em espécie na bagagem de Valéria Rodrigues Linhares no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, episódio que antecedeu a fase de hoje.

Argumentos

  • A autorização judicial partiu de ministro do STF, tribunal competente por a investigação envolver parlamentar federal.
  • A PF aponta origem do esquema em irregularidades na destinação de emendas parlamentares apuradas desde dezembro de 2025.
  • A apreensão de valor em espécie com a advogada, em agosto, é citada como episódio conectado à mesma linha investigativa.

Fundamento

Segundo a apuração da Polícia Federal, o grupo investigado teria negociado o pagamento de valores em troca de influenciar o resultado de processos em tramitação, com repasses condicionados ao desfecho das ações. A investigação também examina se o deputado intermediou contatos entre autoridades e partes de interesse em outro processo, hipótese que ainda depende de confirmação.

Consequência prática

Busca e apreensão não implica indiciamento, denúncia ou prisão: os alvos seguem na condição de investigados, com direito à ampla defesa no curso do inquérito. Cabe à PF concluir o relatório e à Procuradoria-Geral da República decidir se oferece denúncia ao STF.

Por que importa

O caso movimenta simultaneamente processo penal contra parlamentar com foro por prerrogativa de função e a linha de defesa em crimes econômicos: a robustez da cadeia de custódia do material apreendido e a delimitação exata da conduta imputada a cada investigado serão decisivas se o caso avançar para a fase acusatória.

Próximos passos

  • Conclusão do relatório da Polícia Federal sobre o material apreendido.
  • Remessa do relatório ao STF e manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre eventual denúncia.

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