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Crime organizado

Operação Déjà Vú cumpre 13 mandados de prisão e bloqueia R$ 70 milhões de rede de tráfico em Minas Gerais

MPMG e PRF miram organização que usava Juiz de Fora como entreposto de drogas vindas de São Paulo e do Paraná

Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) · divulgado em 23/09, pela manhã ·edição de 23/09
Operação Déjà Vú cumpre 13 mandados de prisão e bloqueia R$ 70 milhões de rede de tráfico em Minas GeraisDivulgação/MPMG

Resumo

O Ministério Público de Minas Gerais, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, deflagrou a Operação Déjà Vú contra organização criminosa suspeita de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A ação cumpriu 13 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e 26 ordens de bloqueio de bens em Juiz de Fora, Barbacena, Piau e Belo Horizonte.

Contexto

Segundo o MPMG, o grupo usava Juiz de Fora como principal ponto logístico para receber, armazenar e distribuir entorpecentes vindos do interior de São Paulo, do Paraná e da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com apoio de carros de escolta e empresas de guincho no transporte das cargas. A investigação nasceu do cruzamento de dados de inteligência entre o MPMG e a PRF.

Argumentos

  • O bloqueio patrimonial busca atingir o proveito econômico do tráfico, não apenas a prisão dos envolvidos.
  • O uso de empresas de guincho e carros de escolta indica logística sofisticada, elemento que pode servir para caracterizar organização criminosa.
  • A origem interestadual das drogas reforça a chance de conexão com outros inquéritos em curso em São Paulo e no Paraná.

Fundamento

A Justiça de Minas Gerais autorizou o bloqueio de até R$ 70 milhões em bens, veículos, imóveis, valores em conta e criptoativos, quantia que corresponderia à movimentação da organização nos últimos 18 meses. Durante as buscas, as equipes apreenderam 195 kg de pasta base de cocaína e 476 kg de maconha, além de armas de fogo, veículos e imóveis, e localizaram um laboratório de refino e um bunker usado como depósito.

Consequência prática

Os investigados devem responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, com o bloqueio patrimonial funcionando como garantia de eventual perdimento de bens ligados ao crime.

Por que importa

Escancara a dimensão financeira do tráfico interestadual, em que a lavagem de dinheiro por meio de bens e empresas de fachada passa a ser tão perseguida quanto a apreensão da droga em si, com reflexo direto na estratégia de defesa em crimes de organização criminosa e lavagem.

Próximos passos

  • Acompanhar a conversão das prisões temporárias em preventivas nas audiências de custódia.
  • Verificar o desfecho dos pedidos de liberdade dos presos em flagrante durante a operação.

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