Homem é preso ao tentar entrar no edifício-sede do STF e mochila arremessada aciona o esquadrão antibombas
A Operação Petardo foi deflagrada depois que o homem pulou a grade e lançou uma mochila sobre uma parada de ônibus; a PMDF descartou explosivo e encerrou a varredura
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência BrasilResumo
Segundo as equipes de segurança do tribunal, o homem tentou pular a grade de segurança do edifício-sede do STF e jogou uma mochila no telhado de uma parada de ônibus. Por causa do arremesso, foi acionada a Operação Petardo, com os procedimentos previstos para averiguação de possível artefato explosivo. A Polícia Militar do Distrito Federal atuou com o esquadrão antibombas, isolou o perímetro e, mais tarde, descartou a existência de bomba na mochila e encerrou a operação.
Contexto
A Esplanada dos Ministérios foi fechada e a área do tribunal isolada durante a varredura. No edifício-sede ficam a presidência, o plenário, a diretoria-geral e a área de imprensa do STF. No momento da tentativa, o presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, já havia deixado o prédio.
Argumentos
- STF: o arremesso da mochila sobre o ponto de ônibus tornou necessário acionar a Operação Petardo, com os procedimentos de averiguação de artefato explosivo.
- PMDF: o perímetro foi isolado e, após avaliação do esquadrão antibombas, a existência de bomba foi descartada.
Fundamento
Pelo relato disponível, a conduta descrita envolve tentativa de ingresso não autorizado em prédio público e o arremesso de objeto que motivou acionamento de protocolo antibombas. A capitulação depende de elementos que não foram divulgados, entre eles a intenção manifestada, o conteúdo da mochila e eventual dano. Sem a tipificação informada pela autoridade policial, qualquer enquadramento seria conjectura.
Consequência prática
A operação foi encerrada depois de descartado o explosivo. Não há informação pública sobre a situação processual do preso, inclusive sobre a realização de audiência de custódia e sobre a manutenção ou não da prisão.
Por que importa
Episódios em prédios de tribunais costumam gerar enquadramento inicial severo, por causa do contexto institucional, e depois se acomodar em tipificação mais modesta quando o conteúdo do ato é apurado. O caso interessa como registro de rotina de segurança e como lembrança de que o acionamento de protocolo antibombas, por si, não qualifica a conduta: o que define a imputação é o que havia na mochila e o que o agente quis. A informação sobre a audiência de custódia é o próximo dado relevante.
Próximos passos
- Audiência de custódia e definição da capitulação pela autoridade policial.
- Divulgação, pelo STF ou pela PMDF, das circunstâncias apuradas.