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STF

Diretor-geral da PF nega a Fachin monitoramento ilegal de Mendonça e defende relatórios da corporação

Em manifestação enviada nesta sexta ao presidente do STF, Andrei Rodrigues diz que os relatórios de inteligência sobre o ministro André Mendonça vieram de determinação de Alexandre de Moraes e nega qualquer vigilância clandestina, no rito que decide sua permanência no cargo em sessão marcada para terça-feira.

Agência Brasil / CNN Brasil · publicado em 11/09/2026 · manifestação enviada a Fachin em 11/09/2026 · sessão do Plenário marcada para 15/09/2026 ·edição de 11/09
Diretor-geral da PF nega a Fachin monitoramento ilegal de Mendonça e defende relatórios da corporaçãoLula Marques/Agência Brasil

Resumo

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, manifestação em que nega "qualquer monitoramento ilícito" do ministro André Mendonça e sustenta que os relatórios de inteligência questionados são "análises regulares", produzidas por determinação do ministro Alexandre de Moraes, sem vigilância clandestina ou coleta invasiva de dados.

Contexto

Na quarta-feira (9/9), Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, sob a alegação de irregularidades nos relatórios e monitoramento indevido do próprio ministro. Horas depois, Fachin suspendeu tanto essa decisão quanto a reintegração determinada em sentido contrário, mantendo os dois no cargo até que o Plenário resolva o conflito, e abriu prazo para que Andrei Rodrigues se manifestasse nos autos antes do julgamento.

Argumentos

  • PF: relatórios são análises de inteligência regulares, feitas por ordem de Moraes, sem vigilância clandestina.
  • PF: anonimato dos analistas segue o Decreto 8.793/2016, dever de proteção da atividade de inteligência.
  • Mendonça: os relatórios revelariam monitoramento indevido de ministro do STF, justificando o afastamento preventivo.

Fundamento

Rodrigues sustenta que os documentos têm autoria institucional regular, resultam de cumprimento de ordem judicial de Moraes e não configuram vigilância clandestina. Diz ainda que a ausência de nomes de analistas nos relatórios decorre do dever de proteção previsto no Decreto 8.793/2016, e não de anonimato irregular.

Consequência prática

A manifestação entra nos autos da Pet 16.662 como subsídio para a sessão plenária extraordinária marcada para 15 de setembro, quando o STF decide se mantém Andrei Rodrigues e Leandro Almada na direção da PF e da Diretoria de Inteligência.

Por que importa

A crise expõe o choque entre dois ministros do STF sobre o uso de relatórios de inteligência da PF para monitorar autoridades, e o desfecho definirá se o comando da corporação muda no meio da apuração da Operação Compliance Zero, com reflexo direto sobre a condução de inquéritos que também miram o próprio Mendonça e o próprio Moraes.

Próximos passos

  • Sessão plenária extraordinária presencial em 15/09/2026 decide a permanência de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.
  • Manifestações de Moraes, Mendonça e do procurador-geral Paulo Gonet, no mesmo prazo, também instruem o julgamento.

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