Criminosos atravessam 18 ônibus em ruas de Cascadura para retaliar operação policial, e a Polícia Militar registra quatro presos, um ferido e um morto
A ação atingiu 33 linhas de ônibus na Zona Norte do Rio e ocorreu em resposta à operação nas comunidades do Campinho e do Fubá
Reprodução: câmera de segurança da Prefeitura do Rio de JaneiroResumo
Criminosos atravessaram 18 ônibus em ruas de Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em retaliação a uma operação da Polícia Militar realizada na manhã de 26 de agosto nas comunidades do Campinho e do Fubá. A ação conjunta do 9º Batalhão, de Rocha Miranda, e do 18º Batalhão, de Jacarepaguá, resultou na prisão de quatro suspeitos.
Contexto
Segundo o comando da operação, homens armados entraram em confronto com as equipes e fugiram para uma região de mata. A polícia afirma que um quinto suspeito foi atingido e socorrido ao Hospital Estadual Carlos Chagas e que um sexto teria sofrido parada cardíaca e não resistiu. Foram apreendidos uma pistola, uma granada, um rádio comunicador, seis carregadores de fuzil, um carregador de pistola e entorpecentes.
Argumentos
- Para a Secretaria de Estado de Polícia Militar, as barricadas tinham por objetivo desmobilizar a atuação das equipes policiais.
- A interdição de vias públicas com veículos de transporte coletivo atinge terceiros e é fato autônomo em relação à operação policial que a antecedeu.
Fundamento
De acordo com o sindicato Rio Ônibus, os coletivos foram atravessados nas ruas Clarimundo de Melo e Ernani Cardoso, em Cascadura, e na Avenida Dom Hélder Câmara. No início da tarde havia 33 linhas com itinerário impactado. A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que o objetivo dos criminosos era desmobilizar a atuação das equipes, que reprimiam facção atuante no Campinho, no Fubá, no Morro do 18, na Praça Seca e em outras comunidades de Jacarepaguá.
Consequência prática
O policiamento foi reforçado com equipes do Bope, do Batalhão de Polícia de Choque, do Batalhão Tático de Motociclistas, do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas e do 3º Batalhão, do Méier. Cada uma das mortes ocorridas em operação policial impõe apuração própria, com preservação do local e comunicação ao Ministério Público.
Por que importa
A descrição oficial de morte por parada cardíaca em contexto de confronto é o tipo de registro que precisa de exame necroscópico e de perícia de local para ser aferido. A defesa dos presos e a família do morto dependem da preservação desses elementos, e a prática forense mostra que eles se perdem nas primeiras horas.
Próximos passos
- Audiência de custódia dos quatro presos e exame da legalidade das prisões.
- Apuração da morte ocorrida durante a operação, com perícia de local e exame necroscópico.